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Diabetes precoce 

 
A condição está atingindo pessoas cada vez mais jovens

A rotina sedentária e regada por uma alimentação rica em gorduras tem produzido efeitos nocivos à saúde da população cada vez mais cedo. O diabetes, por exemplo, uma condição crônica decorrente da deficiência na produção ou na ação da insulina, e, geralmente, mais associada a indivíduos na maturidade tem acometido com frequência crianças e jovens. “Aqui vale um alerta aos pais sobre a importância de incentivar hábitos saudáveis em seus filhos desde pequeninos”, diz Elisa Brunner, assessora médica do Champagnat.

De acordo com a médica, o estilo de vida é um dos principais fatores que levam ao desenvolvimento precoce de alguns problemas de saúde, como hipertensão, colesterol alto e diabetes. “O risco de desenvolvê-las mais cedo são os danos acumulados, ou seja, quem as adquire logo na infância está sujeito a conviver por mais tempo com as complicações dessa condição”.

O diabetes tipo 2, por exemplo, está diretamente relacionado a maus hábitos alimentares, sedentarismo e obesidade. E como a doença,no início, pode não causar sintomas é fundamental realizar um acompanhamento da saúde da criança ou do adolescente com um médico. “Se há histórico da doença na família é preciso redobrar a atenção, pois o fator hereditário também é bastante significativo”.

Há também o diabetes tipo 1, de provável causa autoimune, em que o pâncreas para de fabricar insulina ou não a libera em quantidade suficiente. É marcada por sintomas como emagrecimento acentuado, sede excessiva e vontade de urinar constante. “Também provoca fraqueza e sonolência”, reforça Elisa. “Esse conjunto de sintomas pode ser, muitas vezes, menosprezado pela família, daí a importância de procurar um médico logo ao observar esses sintomas ou alterações. O diagnóstico rápido e um acompanhamento médico adequado são essenciais para evitar complicações e garantir a qualidade de vida da criança.”

O diabetes requer uma mudança de hábitos não só da criança ou do jovem, mas também dos demais membros da família. “O envolvimento serve de incentivo e ajuda no tratamento. Nessa fase vale o empenho de pais, professores e até colegas da escola”, reforça a médica.

O diagnóstico do diabetes é feito com exames de glicemia. Um resultado é considerado normal quando a taxa em jejum não passa de 99 mg/dL. Se os valores registrados ficam entre 100 e 125 mg/dL, é recomendável um teste de tolerância à glicose. “Na rede Champagnat há, inclusive, exames de provas funcionais direcionados para crianças com suspeitas de diabetes”. O diagnóstico de diabetes mellitus é confirmado por resultados de glicemia de jejum iguais ou superiores a 126 mg/dL em duas ocasiões ou, então, por valores iguais ou superiores a 200 mg/dL após duas horas no teste oral de sobrecarga ou, ainda, por níveis de glicose iguais ou superiores a 200 mg/dL em exames colhidos em qualquer horário, desde que haja sintomas de diabetes.

Para o controle adequado da doença, além da medicação, do monitoramento da taxa de açúcar no sangue e da reeducação alimentar, é muito importante a prática de atividades físicas. “Crianças ativas, que praticam exercícios amenizam os riscos da doença e de suas complicações”, conclui Elisa.

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Este material foi elaborado pelo Champagnat Medicina Diagnóstica, tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.

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